quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


Por favor Divulgue este evento na sua Instituição Religiosa
Por favor Compareça e Participe deste Ato


ATO DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA
23 de janeiro, de 9h às 11h no Anfiteatro da Praça da República.

No mês dos 395 anos de aniversário da cidade de Belém vai acontecer o segundo Ato de Combate à Intolerância religiosa realizado pelo Comitê Inter-religioso do Pará. A ação faz parte do calendário nacional de lutas e será realizada no dia 23 de janeiro, de 9h às 11h no Anfiteatro da Praça da República.
Solicitamos aos representantes das entidades/instituições que fazem parte do Comitê que cheguem antes da 9h, por volta de 8:30.
Iremos começar o evento às 9h, pois temos que liberar o Anfiteatro até às 10:45.

Solicitamos que cada  entidade/intituição leve seu material de divulgação (panfletos, revistas, informativos e banners) e mesas. E que levem tendas/gazebos para proteção deste material já que estamos num período chuvosoTambém levem sombrinhas e guarda-chuvas. 

Em anexo material para divulgação do evento: Cartaz e Folder
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa21 de janeiro, foi instituído pela Presidência da República, com a Lei 11.635, em 27 de dezembro de 2007, também homenagem em Mãe Gilda, Sacerdotisa Afro-Religiosa, que morreu de infarto por ter tido sua foto associada à charlatanismo, sendo vítima de intolerância religiosa. Mãe Gilda faleceu no dia 21 de janeiro de 2000, aos 64 anos.
 
Comitê Inter- Religioso do Pará:
Religiosos em cooperação por um mundo sem intolerância e exclusões decorrentes de orientações e opções religiosas, promovendo uma cultura de paz e diálogo entre as religiões.
Promover o diálogo inter-religioso para incentivar a cultura de justiça e da paz.
Atuar na construção de uma sociedade justa, fraterna e pacífica pautada no respeito à diversidade religiosa.
- Conhecer e valorizar a diversidade religiosa na perspectiva da construção de relações de diálogo, respeito, justiça e paz.
- Combater a intolerância religiosa e toda forma de preconceito e exclusão social.
- Ampliar e fortalecer o Comitê Inter-religioso enquanto referência na defesa dos direitos humanos e liberdade religiosa.

Atualmente em fase mais consolidada com 24 representações religiosas, o Comitê vem assumindo frentes de lutas como referência na defesa dos direitos humanos e liberdade religiosa, cumprindo sua missão que é a de promover o diálogo inter-religioso para incentivar a cultura de justiça e da paz. A luta pela tolerância e diálogo entre as religiões produz a cultura de paz e novas relações de respeito e fraternidade.

Por favor Confirme Presença da sua entidade/intituição no Ato!
A programação para o dia 23/01 tem início com:
9 ÀS 9:15 – Abertura -Cortejo Inter-religioso

9:15 ÀS 09:25 Reverência ao Centro Sagrado com símbolos das religiões
9:25 ÀS 10:20 Fala, Leitura, Poemas, Canções dos 
Representantes das entidades/instituições que compõem o Comitê Inter-religioso do Pará
10:20 ÀS 10:30 –  Encerramento
Grande Abraço Fraterno entre todos os presentes ao Ato

A afirmação de unidade religiosa será materializada ao termino do evento com a canção pela Paz e todos estão convidados a viver ato e somar ao final um grande abraço fraterno o compromisso e fortalecimento do Comitê Inter-religioso frente à intolerância religiosa e injustiças sociais.
 
A paz no mundo começa no meu coração, no seu coração. A paz.
A paz no mundo começa num abraço, de um abraço pela paz.”

Contatos: Ílziris Miranda (3086-7578/ 8874-4396), Rebeca Sousa (8863-8631), José Caeté (9161-9938), Teresa  Higashi (8134-8504). pois temos que liberar o Anfiteatro até às 10:45.

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www.comiter.wordpress.com

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011


Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
21 de janeiro de 2011
     
 
Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo
(Mateus 22,37-39)
 
 
Caros irmãos e irmãs,
Paz e bem!
 
A parábola do Bom Samaritano ajusta-se bem à reflexão sobre "quem é o meu próximo". Nesta parábola, Jesus quis demonstrar que a caridade, a salvação da alma independe do credo religioso que se professa. O que importa é auxiliar o próximo, independentemente dele professar ou não a nossa religião.
 
Na história das grandes religiões monoteístas – cristianismo, islamismo e judaísmo – temos momentos de convivência harmoniosa e respeitosa, mas também períodos de grande intolerância e violência, seja entre as diversas religiões, ou mesmo no contexto intra-religioso. A humanidade tem passado por grandes transformações, mas estas não conseguiram superar o preconceito e a intolerância. O respeito às diferenças é fundamental. Como diz Aristóteles, enquanto o respeito constitui uma virtude que nunca pode pecar por excesso, porque quanto mais respeito se tem mais se ama, a tolerância é o exemplo de uma virtude que se obriga ao meio termo porque, em excesso, resulta em indiferença, e, em falta, traz o sabor da intolerância.
 
No século XX, ocorreram muitas guerras e conflitos religiosos, e o holocausto sofrido pelos judeus manchou indelevelmente a história da humanidade com o manto da intolerância. No mundo globalizado do século XXI, o preconceito e a intolerância se apresentam em novas formas, procurando legitimação sob o manto de luta contra o terrorismo. Os movimentos de migrações humanas, em que vemos inúmeros campos de refugiados espalhados pelo mundo, nos colocam frente a frente com a crise do modelo  econômico capitalista, que aumenta a desigualdade social, e amplia a tensão entre diferentes culturas. Neste contexto, aparece um campo minado no qual os preconceitos e intolerâncias se potencializam e crescem.
 
No Brasil a situação não é diferente. Sofremos o impacto das transformações que ocorrem no mundo, e carregamos ainda uma enorme dívida social e histórica, que juntos geram o preconceito de classe e a discriminação racial. Nestas condições, o preconceito e a intolerância tendem a se perdurar nos mais variados espaços: no trabalho, nas escolas, nas universidades, nos meios de comunicação em geral e, infelizmente, também dentro dos vários segmentos religiosos.
 
Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado no dia 21 de janeiro, quer contribuir para transformar esta realidade. De acordo com o IBGE, os brasileiros se declaram praticantes de mais de 30 religiões diferentes. A diversidade é uma das nossas grandes riquezas e precisamos estimular na sociedade a convivência pacífica dentro das diferenças religiosas. Infelizmente, desde a colonização, quando os negros foram trazidos à força como mão-de-obra escrava para o Brasil, e seus valores, sua cultura e sua religião lhes foram arrancadas, ou quando os judeus, fugindo da Inquisição na Europa, foram obrigados a se converter ao cristianismo, tendo de adotar o Brasil como pátria, que convivemos com a intolerância religiosa em nosso país. Cristo pregou o amor ao próximo e podemos afirmar, como cristãos, que a base da tolerância está calcada na figura de Cristo, que nos passou todos os ensinamentos de como amar o próximo como a nós mesmos. Ao renunciar a si mesmo em favor da humanidade, ele nos deu o exemplo do que devemos fazer. Em suas pregações, nos alerta de que devemos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para com o próximo, e não o contrário.
 
A intolerância religiosa ainda está presente no cotidiano de milhões de brasileiros e brasileiras, e deve  ser denunciada e combatida. Não podemos permitir, que em nome de Deus, perseguições e desrespeito à dignidade humana sejam perpetrados. O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil quer conclamar toda a sociedade e religiões do Brasil a celebrar, no próximo dia 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Somos chamados a colocar em prática o mandamento de Jesus de amar teu próximo como a ti mesmo. Em assim fazendo, estaremos ajudando a construir um futuro melhor e mais inclusivo para todos, em que a diversidade religiosa seja respeitada e garantida para todas as pessoas.
   
Rev. Luiz Alberto Barbosa
Secretário Geral
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Uma semana de muito diálogo Ecumênico


Secretário do CLAI/Brasil, Presbítero Darli Alves de Souza, visita Belém do Pará


Café Teológico, na CNBB
Em 2010 comemoramos o Centenário da Conferência de Edimburgo, marco de inauguração do movimento ecumênico, quando lideranças cristãs de todo mundo se reuniram na cidade escocesa para unirem seus esforços para levar as Boas Novas ao mundo, superando suas próprias divisões. Também neste ano tivemos a 3ª Campanha da Fraternidade Ecumênica enfatizando a temática de uma economia a serviço da vida.
Finalizando este ano tão importante para o ecumenismo nesta região, visando celebrar a caminha de unidade trilhada e fortalecer os laços de fraternidade e comunhão entre as igrejas cristãs no estado do Pará, o Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs (CAIC) trouxe a Belém o secretário do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI, regional Brasil): presbítero Darli Alves de Souza.
Numa agenda agitada de quase uma semana houve reunião com representantes das igrejas do CLAI e do CAIC; visita a projetos de organizações ecumênicas como o Instituto Universidade Popular (UNIPOP) e Associação Amazônica de Ciências Humanas e da Religião (ACER); confraternização com o Comitê Inter-religioso do Pará, entidade que reúne mais de dez religiões na luta contra a intolerância; e conferência na Universidade Estadual do Pará (UEPA) sobre "Ecumenismo na América Latina”.
Darli Alves também se reuniu com os/as participantes que compuseram a delegação do Pará na 4ª Jornada Ecumênica e representação de jovens das igrejas para apresentar a Rede Ecumênica da Juventude (REJU). O resultado desta reunião é o fortalecimento do movimento de articulação da REJU no norte do país. Já ficou agendado para janeiro de 2011 o primeiro encontro pró-REJU.
Destaca-se nesta visita do secretário do CLAI/Brasil a palestra no Café Teológico com o tema "Ecumenismo: balanço e desafios após cem anos da Conferência de Edimburgo". O Café Teológico foi coordenado pela assessoria teológica do CAIC e cumpriu o seu papel de trazer uma reflexão sobre um tema atual para a sociedade e para a vida das comunidades de fé e das diversas organizações que atuam em cooperação e diálogo.
Das várias articulações e propostas, firmou-se o desejo de construção da 1ª Jornada Ecumênica Amazônica e de realização da Semana Ecumênica, esta em setembro no período de comemoração do Dia Estadual do Ecumenismo no Pará.
Veja as fotos abaixo.
Texto: Tony Vilhena
Fotos: Roseane Brito

Reunião na ACER
Pró-REJU, na IPI




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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Café Teológico

Café Teológico e outros encontros, sua participação é muito importante


O ano de 2010 tem sido marcado por importantes ações ecumênicas, tendo como exemplo mais expoente a Campanha da Fraternidade Ecumênica com o tema “Economia e vida”. Ainda em 2010 comemoramos o Centenário da Conferência de Edimburgo, marco de inauguração do movimento ecumênico, quando (07 de abril de 1910) lideranças cristãs de todo mundo se reuniram na referida cidade escocesa para unirem seus esforços para levar as Boas Novas ao mundo, superando suas próprias divisões. Ecumenismo é abertura e diálogo entre igrejas cristãs buscando cooperar conjuntamente na promoção do bem, da justiça, da paz e dos direitos humanos.
Buscando fortalecer os laços de fraternidade e comunhão entre as igrejas cristãs no estado do Pará, o Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs (CAIC) trás a Belém o secretário do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI): presbítero Darli Alves de Souza. O objetivo desta visita é articular o movimento ecumênico local com as ações do CLAI, principalmente na área da juventude. Pois já existe a experiência da Rede Ecumênica da Juventude (REJU) nacionalmente, faltando apenas a Região Norte criar seu coletivo.
É a primeira vez que Darli Alves vem à cidade de Belém. Ele é mestre em ciências da religião e presbítero da Igreja Presbiteriana Independente. A presença de sua igreja ou entidade na seguinte agenda fortalecerá ainda mais este movimento construtivo de diálogo.
04 de dezembro, sábado, às 9h - Reunião com representantes das igrejas do CLAI, do CAIC e convidadas - na Catedral Anglicana de Santa Maria (Av. Serzedelo Correa, 514, entre Gentil e Conselheiro, Batista Campos);
04 de dezembro, sábado, às 17h - Palestra no Café Teológico com o tema "Ecumenismo: balanço e desafios após cem anos da Conferência de Edimburgo" - na CNBB/N2 (Trav. Barão do Triunfo, 3151, entre Almirante e 25 de Setembro, Marco);
05 de dezembro, domingo, às 18h  Confraternização do Comitê Inter-religioso do Pará (Av. Visconde de Inhaúma, 1557, entre Lomas e Eneas Pinheiro, Pedreira)
06 de dezembro, segunda, às 10h – Conferência (a confirmar) sobre "Cristianismo na América Latina: aproximações e estranhamentos diante da diversidade" - na Universidade Estadual do Pará (UEPA), campus 1 CCSE (Trav. Djalma Dutra s/n, Telégrafo).
07 de dezembro, terça, 16h – Reunião sobre a Rede Ecumênica da Juventude (REJU) – Igreja Presbiteriana Independente (Av. Conselheiro Furtado, 3085, entre Castelo e 14 de Abril).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contextualização do Movimento Ecumênico em Belém do Pará

No dia 4/11/2010 Aconteceu na casa das Irmãs Franciscanas de São José em Ananindeua-Pa, um diálogo sobre a contextualização do  Ecumenismo no Pará. O propósito do diálogo fez parte da disciplina de Ecumenismo do Curso de Formação Humana promovido pela CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil. O Ecumenismo faz parte da história recente de nosso país e por isso deve ser estudado nas suas diversas relações e implicações.  O Movimento Ecumênico no Pará construiu uma rede de pessoas e instituições que foram influenciadas pelas idéias e práticas pastorais desenvolvidas dentro do movimento, difundindo conceitos como responsabilidade social, educação popular, ecumenismo, prática social, participação política, agente de transformação, etc. Para o Prof. Rev. Anglicano Fernando Ponçadilha, “o movimento Ecumênico em Belém começou a despertar em plena Ditadura Militar quando em março de 1980, ocorreu a morte do estudante César Moraes Leite dentro da sala de aula no campus básico da Universidade Federal do Pará, por um colega de classe “Policial Federal”, foi então, que a Pastoral da Juventude Universitária coordenada pelo Pe. católico Savino, se reuniu e saíram fazendo passeatas e mobilizações pelas ruas de Belém-Pa, foi o maior protesto visto no Pará após o Golpe Militar, programaram uma celebração ecumênica no Ginásio da UFPA, e dentre os celebrantes estavam a Pastora Rosa Marga Rothe da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, o padre Savino da Igreja Apostólica Romana e outros de outras religiões, a partir desse acontecimento começou um movimento para repudiar a Ditadura Militar”. Um ano depois em 1981,  na conhecida guerrilha do Araguaia Com a reivindicação de posse de terras gerou-se conflitos entre fazendeiros e posseiros na área chamada de Cajueiro em são Geraldo do Araguaia no Pará. Houve confrontos e aconteceu uma emboscada, resultando em prisões de posseiros e padres da Igreja Católica Romana. Foi a partir desses acontecimentos que surgiu O MLPA – Movimento pela Libertação dos Presos do Araguaia que acabou fortalecendo a Pastoral da Terra. Após o encerramento da MLPA alguns grupos resolveram criar  entidades que se comprometessem com as causas populares, foi então, criada a UNIPOP – Instituto Universidade Popular , surge como iniciativa de educação experimental para a cidadania, partindo de três abordagens específicas: a sócio-política, a teológica-ecumênica, e a lúdico-teatral. Dentro da UNIPOP surge o CAIC – Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs, com o propósito de criar-se um curso de teologia popular como espaço de reflexão bíblica teológica a partir do compromisso ecumênico. Segundo o Presidente do CAIC Tony Vilhena,  “o ecumenismo nasce com os gregos e é bíblico ‘Jesus pediu a unidade de seus discípulos e discípulas’ (Jo 17,21)”. O ecumenismo exige um coração voltado para a paz e a valorização do outro. Não basta realizar ações ecumênicas, é preciso ter de fato a espiritualidade do diálogo. Essa espiritualidade exige o cultivo de muitas qualidades, como por exemplo:
● esperança ● amor à paz ● humildade ● capacidade de ouvir ● paciência ● discernimento ● lealdade ● alegria ao ver o bem ● respeito ao outro.
Segundo Fernando Ponçadilha “tudo o que aconteceu em épocas remotas tinha um objetivo, afetar a pastoral da Terra, porém, na ótica de hoje o ecumenismo em Belém deve ser renovado, pois vivenciamos outro momento de história e de diálogos com as igrejas Cristãs.”
Para concluir, vale a pena relembrarmos que ecumenismo vem do grego oikos = casa, a casa habitada, “o nosso planeta geme como se tivesse com dores de parto, vamos ser solidários nos unindo no amor e na fé para um mundo melhor”. A Mãe terra agradece.